Health Blog

O letal desprezo à vida saudável

Especialista reflete sobre o impacto de determinados hábitos na saúde dos brasileiros

A edição 2016 do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), recém-publicado pelo Ministério da Saúde, apresenta três dados positivos: aumentou o consumo regular de frutas e hortaliças, cresceu a prática de atividade física no lazer e caiu a ingestão de refrigerantes e sucos artificiais.

As boas notícias, infelizmente, param por aí. Embora sejam bem-vindos, esses avanços são incipientes, pois não foram acompanhados de melhoria dos índices de saúde dos brasileiros. Na verdade, houve piora dos fatores de risco para doenças cardiovasculares entre 2006 e 2016.

Os achados são preocupantes: o excesso de peso cresceu 26,3% em dez anos, passando de 42,6% para 53,8% da população; o número de pessoas com diabetesaltou 61,8%, variando de 5,5% para 8,9% dos cidadãos; existem 14,2% mais hipertensos, com índices subindo de 22,5% para 25,7%; e o consumo abusivo de álcool expandiu mais de 20%.

A triste conclusão que se tira dessas estatísticas é que é plenamente esperado que as doenças cardiovasculares continuem sendo a principal causa de morte no país, matando cerca de 350 mil brasileiros por ano. Muito embora o tratamento médico seja importante, é fundamental que adotemos medidas de prevenção para reverter o quadro. Por isso, devem ser multiplicadas as campanhas de esclarecimento e a disseminação de informações corretas sobre mudanças no estilo de vida.

Apesar de ser do conhecimento de muita gente, nunca é demais lembrar que precisamos evitar excessos de gordura, sal e açúcar na alimentação, abandonar o tabagismo e ingerir álcool com moderação. Quem está obeso ou acima do peso deve se esforçar para ficar de bem com a balança. Exercícios físicos, sempre com orientação, contribuem para prevenir e controlar o diabete e a hipertensão. Também temos de dominar o estresse, reservar um tempo para o convívio com a família e os amigos e não esquecer as boas noites de sono.

O conhecimento científico comprova que as atitudes listadas acima são as maiores armas na luta para a promoção de saúde e o combate à doença cardiovascular. Adotá-las, porém, é uma opção individual. Negligenciar essas recomendações pode representar um descuido fatal que encurtará sua vida e provocará dor e saudade nos entes queridos que aqui ficarem. Portanto, seja responsável, cuide-se e mude, se preciso, seus hábitos. Essa é a chave para uma vida longa, saudável e feliz.

*Dr. Ibraim Masciarelli Pinto é cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp)

Os chás que dão energia

Esqueça aquela ideia de que essa bebida é boa só para embalar o sono. Tem versão que favorece o estado de alerta

Não é só o café que tem a capacidade de turbinar a atenção. Alguns tipos de chás também possuem esse efeito. É o caso daqueles feitos com a planta Camellia sinensis, como o preto e o verde. É que eles possuem uma dose razoável de cafeína, a substância conhecida por estimular o sistema nervoso central.

Nesse quesito, o chá preto sai na frente do verde, branco e oolong – as quatro versões derivadas da Camellia sinensis. “Uma xícara de 200 mililitros dele tem 40 miligramas de cafeína”, conta a nutricionista Bianca Chimenti Naves, da clínica NutriOffice, de São Paulo. O verde vem logo atrás, com 36 miligramas.

“Mas o teor de cafeína em ambos ainda é menor do que o presente no café, que é de aproximadamente 80 miligramas por xícara”, pondera a nutricionista.

Outra vantagem de apostar nessas infusões diz respeito à presença de flavonoides, que, de acordo com Bianca, são capazes de auxiliar na saúde cardiovascular. “Além disso, elas contêm praticamente zero calorias”, acrescenta. Claro: isso quando não vêm acrescidos de leite ou açúcar.

Aliás, não há necessidade de adoçar a bebida. Se quiser dar um toque diferenciado, Bianca sugere lançar mão de umas gotas de limão. Está sentindo falta do sabor docinho? Dá para recorrer ao mel ou leite. “Só se lembre de que estará adicionando calorias”, avisa a expert.

Agora, caso queira investir em uma bebida quentinha antes de dormir, aí é melhor mesmo apostar naquelas infusões que não agregam cafeína, como a de camomila, hortelã e frutas vermelhas.

Fonte: Saúde Abril

O que você costuma comer de noite?

Chega a noite e, apesar do cansaço, você não consegue dormir?

Os motivos podem ser muitos, mas preste atenção também na sua alimentação.  Quando isso ocorre, o corpo acaba gastando energia quando na verdade deveria estar em modo de descanso. Fora as chances de sentir os sintomas provocados pelo refluxo, como azia, queimação e mal-estar. A última coisa que queremos fazer é colocar a saúde em risco por conta de hábitos não saudáveis, não é mesmo? Por isso, antes de dormir evite alimentos e bebidas que sejam gordurosos, picantes, açucarados, cafeinados ou alcoólicos.

Para uma alimentação mais leve, consuma mais legumes, verduras verdes e frutas de baixo índice glicêmico. 

O melhor é que a última refeição seja feita pelo menos uma hora antes de dormir, mas isso pode variar de acordo com o estilo de vida de cada pessoa. 

É preciso ter certos cuidados com o que você come durante o período noturno, pois além de afetar a digestão também pode comprometer o seu sono.O que você costuma comer durante à noite? Deixe nos comentários.

Leite e camarão são os dois alimentos que mais causam alergia no Brasil

A alergista Ariana Yang explica porque a intoxicação com os frutos do mar pode ser leve na primeira vez, mas matar na segunda e a também alergista Ana Paula Moschione fala sobre os medicamentos que são proibidos para algumas pessoas.

Alergia – A alergia surge quando há intolerância do organismo a alguma substância (alimento, pólen, medicamento, veneno de insetos, entre outros). O contato pode causar, em minutos, reações violentas no corpo, como o edema de glote e o choque anafilático. Também pode provocar vômitos e diarreias, convulsões e até levar à morte se a pessoa não receber o socorro adequado.

As reações ocorrem porque o sistema imunológico confunde substâncias inofensivas, como alimentos, picadas ou até mesmo o látex da borracha, com invasores. Assim, anticorpos tentam destruí-los e quando a pessoa alérgica faz novos contatos com esses agentes, os anticorpos reconhecem a substância e a atacam.

Uma pesquisa mostrou que 92% das pessoas que morreram por alergia (anafilaxia) tinham conhecimento do problema, mas achavam que um pouco de contato não faria mal. A morte nestes casos ocorre por falta de tratamento adequado e imediato. A gravidade de uma futura reação alérgica é imprevisível.

Tratamento – Para cada tipo de alergia há um tipo de tratamento. Expor o alérgico à substância que causa alergia pode funcionar em alguns casos com acompanhamento médico e tratamento correto. O diagnóstico correto é o melhor caminho para evitar as reações, pois conhecendo o “inimigo” fica mais fácil combatê-lo ou evitá-lo.

Alergia a alimentos – Na alergia alimentar, o sistema imunológico produz anticorpos e libera histamina em resposta a um alimento específico. Qualquer alimento pode causar uma reação alérgica, mas os principais vilões são: ovos, leite, amendoim, frutos do mar, soja e gergelim. No Brasil, os dois alimentos que mais causam alergia são o leite e o camarão. A alergia alimentar começa, geralmente, na infância, mas pode ocorrer em qualquer idade. Muitas crianças se livram das alergias conforme envelhecem, mas algumas alergias podem durar a vida toda. O único tratamento comprovadamente eficaz para alergia alimentar é evitar o alimento desencadeador.

Alergia a medicamentos – A alergia a medicamentos é uma manifestação de hipersensibilidade do sistema imunológico, o corpo reage a componentes que não deveriam ser nocivos ao organismo. O primeiro passo é interromper o uso do remédio suspeito de causar a reação, daí, o alergista pode prescrever um substituto de princípio ativo diferente. Os sintomas da alergia aos medicamentos podem variar de urticária a choque anafilático. Diarreia, vômitos, dores em locais diversos e edema nos lábios e nos olhos também podem ocorrer. Antibióticos e anti-inflamatórios são os remédios que mais causam alergias.

Fonte: Bem Estar

Os alimentos odiados do cardápio brasileiro: Explicamos o que perdemos ao rejeitá-los

Os excluídos da dieta! Quem entra na sua lista? Língua de boi, dobradinha, jiló, quiabo, fígado?

É genético e a ciência explica: o ser humano prefere o paladar doce e rejeita o amargo. Isso é uma questão evolutiva porque na pré-história a principal fonte de energia eram as frutas (doces). Com o tempo fomos nos acostumando com o doce até a invenção do açúcar (que aguçou ainda mais essa preferência). Ao mesmo tempo, o amargo era rejeitado por ser característico dos venenos das plantas, uma estratégia de defesa da natureza.

Outra explicação para as preferências alimentares é o hábito familiar e cultural. A gente tende a comer o que é familiar ou provamos o novo só quando estamos em situações sociais. Por isso é importante apresentar os diversos alimentos aos filhos, mesmo que os pais não sejam fãs. Se não tiver em casa, muito provavelmente, a criança não vai provar na rua e a próxima geração também não vai ser receptiva com aquele alimento.

O paladar muda?

Quem nunca começou a gostar de um alimento que detestava ou então criou uma repulsa por algo que comia? É comum! A monotonia da dieta pode levar ao enjoo por completo de algum alimento. Também ocorre a mudança do paladar no final da adolescência, os gostos amargos são mais aceitos e os muito doces ficam mais de lado.

Jiló e quiabo estão entre os alimentos mais odiados 

JILÓ – Reclamação: é amargo.

O que fazer: como é legume, é difícil disfarçar o gosto com algo doce. A saída é fazer bem temperado, refogadinho, usar bastante ervas, azeite e manteiga.

QUIABO – Reclamação: a baba.

O que fazer: lave bem e corte as pontas do quiabo, deixe de molho durante 30 min no suco de um limão (ou 100ml de vinagre) para cada meio litro de água. Escorra, seque e prepare do seu jeito.

Dica de consumo: coloque no vinagrete bem picadinho, rocambole de carne com recheio de ricota ou prove grelhado com especiarias.

FÍGADO – Reclamação: gosto amargo e metalizado

Dica de consumo: para favorecer seu consumo entre o público infantil, a apresentação na forma de espetinhos ou na versão “docinho de festa” (cozido com cravo e canela e depois triturado, misturado e cozido com baunilha, leite condensado e chocolate) costuma agradar os pequenos. Para os adultos: em tirinhas acebolado, no estrogonofe, misturado com outras carnes e como hambúrguer/almôndega.

MOELA – Reclamação: nojo.

Dica para o consumo: em farofas simples ou como recheio de frangos (moela + couve manteiga + cebola + quinoa).

LÍNGUA – A repugnância por língua, joelho, pé e orelha é porque essas partes remetem ao animal vivo e não pelo sabor em si.

DOBRADINHA (BUCHO) – Reclamação: o cheiro forte.

O que fazer: precisa saber preparar para disfarçar o odor. O cozimento com suco de limão ou vinagre e bastante temperos (alho, cebola, tomate, cheiro verde, orégano) melhora a aceitação. Provar em um restaurante, ao invés de fazer em casa, pode ser uma saída.

Fonte: Bem Estar

Cascas de alimentos concentram nutrientes importantes para a saúde

O que fazer com a casca dos alimentos? Muita gente joga fora, mas as convidadas do Bem Estar desta segunda-feira (8), a cientista de alimentos Glaucia Pastore e a nutricionista Sonia Tucunduva, explicaram o que a gente perde quando joga as cascas no lixo.

Muita gente tira a casca da maçã, mas quem faz isso está perdendo nutrientes importantes. A cientista de alimentos lembra que existem vários estudos que comprovam os benefícios da casca da fruta. Ela é rica em vitaminas do complexo B, ácido fólico e substâncias bioativas, que mantêm as células jovens. As maçãs com casca vermelha são ricas nestes nutrientes. Já a casca da maçã verde é mais rica em pectina, uma substância que diminui o colesterol.

As cascas de vegetais também são ricas em fibras. As cascas de batata doce e abóbora, por exemplo, são ricas em fibras e ajudam no funcionamento do intestino. Esses vegetais podem ser assados ou cozidos junto com a casca.

Já a casca da banana é rica em fibras prébióticas, que aumentam as bactérias boas no intestino. Uma forma de usá-la é na preparação de bolos e tortas, mas antes a casca deve ser lavada. E a uva? Ela é rica em resveratrol, substância que preserva a juventude, vitaminas do complexo B, zinco e selênio. Previne problemas cardiovasculares e o envelhecimento.

Fonte: Bem Estar

Entenda as diferenças entre os vários tipos de iogurte

O iogurte é um coringa na alimentação, em qualquer hora do dia. O engenheiro de alimentos Guilherme Rodrigues explicou a diferença entre o natural, de garrafinha e grego. Já a nutricionista Danielle Fontes alertou para a quantidade de açúcar no iogurte com probiótico – em vez de fazer bem, ele pode fazer mal para o intestino.

O iogurte nada mais é do que um leite fermentado por bactérias que se alimentam da lactose e liberam ácido láctico. Entretanto, existem vários tipos. O natural puro tem proteínas, lactose, gordura e cálcio. Também pode ter a adição de açúcar, polpa de fruta, corante. Já o iogurte de garrafinha é o que, em geral, tem menos proteína, diferente do iogurte grego, que concentra mais proteína e também mais gordura.

Outro iogurte que chegou faz pouco tempo ao mercado brasileiro é o Skyr ou iogurte da Islândia. Ele tem mais proteína e cálcio que o iogurte comum. Ele também não tem lactose e nem conservantes. “Isso significa que ele vai causar uma maior sensação de saciedade. Quando colocamos no intervalo ou em qualquer refeição um alimento mais protéico, ele causa uma sensação maior de saciedade e isso é muito positivo”, explica a nutricionista Cristina Trovó.

O Skyr não tem relação com o Kefir. O Kefir forma leveduras que, ingeridas, aumentam as bactérias do nosso intestino e, com isso, acontece um aumento de imunidade. Ele funciona como um probiótico, que equilibra a nossa flora intestina. Do Kefir de leite é possível obter iogurte, queijo cremoso, coalhada.

Você sofre de intolerância ou alergia alimentar? Talvez seja necessário saber

Apesar do crescente número de interessados em entender melhor os malefícios causados pelo glúten e pelo leite de vaca no nosso organismo, é muito maior a quantidade de pessoas resistentes a esta ideia. As justificativas são as mais variadas. Eu começo pela falta de informações isentas e objetivas. Estes temas são recorrentes no meu blog, mas sei que ele é uma exceção e que bate de frente com os grandes veículos que se apressam em divulgar as notícias que favorecem a indústria alimentícia, regada à muito açúcar, trigo e leite. Se você quiser saber mais sobre os efeitos destes alimentos no nosso organismo é só procurar pelos posts iniciais deste blog.

Eu entendo que não é nada fácil mudar um hábito que nos acompanha durante toda a vida. Acredito que esta seja a principal barreira que separa as pessoas de uma alimentação mais segura. Quando os alimentos cujo consumo deve ser diminuído estão ligados a muitas de nossas lembranças afetivas, desde as mais remotas, a resistência fica ainda maior. Soma-se a isso a dificuldade natural para se aceitar algo novo ou uma opinião diferente da nossa. Se digo em um grupo que não como glúten, leite, aditivos químicos ou açúcar parece que estou ofendendo as pessoas que estão nele, suas famílias, sua cultura e seu País. É preciso ter muita firmeza e conhecimento para me manter no que acredito e, para isso, mais uma vez, é necessário ter muita informação.

De fato é preciso se esforçar para reduzir a quantidade destes alimentos da rotina alimentar. Muitas vezes será necessário passar por mais de um supermercado para encontrar opções de farinhas, pães ou doces sem glúten, sem leite ou sem açúcar ou ainda se voltar para a cozinha e preparar seus próprios alimentos. Mesmo com a entrada constante de novos produtos com estas características no mercado, como mostrei no post anterior, a praticidade, tão necessária aos dias de hoje, ainda está mais atrelada aos ultraprocessados, extremamente nocivos à nossa saúde.

Ao lado de todos os fatores que eu já mencionei caminha a dificuldade em se entender e reconhecer as alergias alimentares, sejam elas tardias ou imediatas. Soma-se a isso a confusão que existe entre as alergias e as intolerâncias alimentares. As alergias imediatas são mais fáceis de serem descobertas porque aparecem nos exames laboratoriais. Além disso, os sintomas são intensos e surgem logo após o contato com o alimento que as provocou, porém, são a minoria dos casos de alergia. As predominantes são as tardias, também chamadas de hipersensibilidades alimentares e ainda confundidas com intolerâncias alimentares, que acometem a grande maioria da população mundial e cujos sintomas aparecem depois de um longo tempo de contato com quem os provocou e os sintomas são tão variados quanto as dores inexplicáveis, as inflamações, conhecidas pelas “ites”, os transtornos neurocomportamentais e tantas outras reclamações que vemos por aí. Essa avaliação deve ser feita por profissionais de saúde especializados, como nutricionistas clínicas, principalmente funcionais, ou médicos especializados, que irão analisar os sintomas do paciente e seus hábitos alimentares. Já passei por uma análise destas e fez toda diferença na minha vida.

As substâncias que normalmente estão mais relacionadas às alergias tardias são as proteínas do leite de vaca, da soja e do trigo. Além se serem de difícil digestão, elas são consumidas em excesso, pois fazem parte da composição de mais de 90% dos alimentos ultraprocessados e altamente consumidos por aqui. Enquanto isso, outras que nos protegeriam de seus efeitos estão sendo deixadas de lado, como as vitaminas, os minerais, as fibras e os compostos bioativos presentes em frutas, verduras e legumes. Muitas pessoas têm dúvidas sobre como é feita a identificação das alergias, tardias ou imediatas, ao glúten e à proteína do leite, ou mesmo a intolerância ao açúcar do leite de vaca (lactose). Por isso, vou tentar diferenciá-las.

A intolerância à lactose, que é o açúcar do leite de vaca, pode ser descoberta pelo teste respiratório do hidrogênio expirado, que se baseia na produção de hidrogênio pela fermentação da lactose não absorvida. Muitas pessoas que se sentem desconfortáveis ao consumirem o leite de vaca, que fazem exames para detectar uma intolerância à lactose, recebem o resultado negativo, porém, quando optam por retirar o leite e seus derivados da dieta se sentem melhor. Isso ocorre por conta da alergia tardia às suas proteínas, que é muito mais comum e acomete praticamente todas as pessoas. Essa avaliação é feita por profissionais de saúde especializados, por meio de uma análise detalhada dos sintomas apresentados pelo paciente ao longo de toda a sua vida e também dos seus hábitos alimentares, praticados desde a infância.

Por causarem sintomas parecidos, muitas vezes, a alergia tardia ou hipersensibilidade à proteína do leite, pode ser confundida com a intolerância à lactose, até pelos profissionais de saúde. Isso faz com que, aqueles que procuram tratamento para a hipersensibilidade à proteína, que é a mais comum, possam recebem dicas para tratar a intolerância à lactose, como a reposição da lactase, enzima correspondente à sua digestão ou o consumo de produtos lácteos sem lactose. Nesses produtos o mais comum é que seja acrescentada a lactase, mas as proteínas alergênicas continuam presentes, portanto, os sintomas relacionados a elas permanecerão. Além disso, mesmo aqueles com a avaliação correta de intolerância à lactose, costumam sofrer também com os sintomas causados pela proteína do leite que, na grande maioria dos casos, não é retirada de suas rotinas alimentares, portanto, o tratamento focado apenas na lactose não será eficaz.

Existem ainda os casos de alergia imediata à proteína do leite de vaca, APLV, que normalmente acomete crianças até os cinco anos de vida. Este tipo de alergia costuma ser diagnosticada pelos médicos através de exames laboratoriais.

Em relação ao glúten, existem exames de sangue para avaliar tanto as alergias mediadas por IgE, como a doença celíaca. De acordo com a Fenacelbra, a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil, os exames do anticorpo anti-transglutaminase tecidular (AAT) e do anticorpo anti-endomísio (AAE) são altamente precisos e confiáveis, mas ainda assim, normalmente esse diagnóstico é confirmado quando são detectadas mudanças nas vilosidades que revestem a parede do intestino delgado, através de uma endoscopia com biópsia. É muito importante a avaliação de um profissional especializado antes de retirar totalmente o glúten da alimentação para não mascarar o diagnóstico de doença celíaca.

A forma mais predominante de interferência do glúten no nosso organismo é a alergia tardia, também conhecida como hipersensibilidade tardia. Não existe um reconhecimento adequado dos sintomas causados por esse processo e a maioria das pessoas não sabem que a possuem. Não há números oficiais sobre a sua predominância, mas pelos seus sintomas, dá pra notar que ela acomete boa parte da população mundial. A identificação desta hipersensibilidade também é nutricional, pois normalmente ela é desencadeada por erros de comportamento alimentar, como o alto consumo dos alimentos a base de trigo e o baixo consumo de alimentos protetores, que defenderiam o organismo. Os hábitos errados  desencadeiam diversos sintomas nocivos, que geralmente são decorrentes de processos inflamatórios. Essa avaliação é feita a partir da análise dos sintomas apresentados e do estudo do hábito alimentar do paciente.

Fonte: Estadão

A dieta rica em tomates corta risco de câncer de pele pela metade

O consumo diário de tomate parece cortar o desenvolvimento de tumores de câncer de pele pela metade em um estudo de ratos na Ohio State University.

O novo estudo de como as intervenções nutricionais podem alterar o risco de câncer de pele apareceu on-line na revista Scientific Reports.

Ele descobriu que ratos machos alimentados com uma dieta de 10 por cento de pó de tomate por dia durante 35 semanas, depois expostos à luz ultravioleta, experimentaram, em média, uma diminuição de 50 por cento em tumores de câncer de pele em comparação com ratos que não comeram tomate desidratado.

A teoria subjacente à relação entre tomates e câncer é que os carotenóides dietéticos, os compostos pigmentantes que dão aos tomates de sua cor, podem proteger a pele contra os danos causados ​​pela luz UV, disse Jessica Cooperstone, co-autora do estudo e pesquisadora do Departamento de Alimentos Ciência e Tecnologia na Faculdade de Ciências Alimentares, Agrícolas e Ambientais do Estado de Ohio.

Não houve diferenças significativas no número de tumores para os camundongos no estudo. Pesquisas anteriores mostraram que os ratos machos desenvolvem tumores mais cedo após a exposição aos raios UV e que seus tumores são mais numerosos, maiores e mais agressivos.

“Este estudo mostrou-nos que precisamos considerar o sexo ao explorar diferentes estratégias preventivas”, disse a autora principal do estudo, Tatiana Oberyszyn, professora de patologia e membro do Centro Compreensivo de Câncer do Estado de Ohio.

“O que funciona nos homens nem sempre funciona tão bem nas mulheres e vice-versa”.

Testes clínicos humanos anteriores sugerem que comer cola de tomate ao longo do tempo pode amortecer as queimaduras solares, talvez graças aos carotenóides das plantas que são depositadas na pele dos seres humanos depois de comer e podem proteger contra o dano da luz UV, disse Cooperstone.

“O licopeno, o carotenóide primário nos tomates, mostrou ser o antioxidante mais eficaz desses pigmentos”, disse ela.

“No entanto, ao comparar o licopeno administrado a partir de um alimento completo (tomate) ou um suplemento sintetizado, os tomates parecem mais eficazes na prevenção de vermelhidão após a exposição a UV, sugerindo que outros compostos nos tomates também podem estar em jogo”.

No novo estudo, os pesquisadores do estado de Ohio descobriram que apenas camundongos machos alimentados com tomates vermelhos desidratados apresentavam reduções no crescimento tumoral. Aqueles que alimentaram dietas com tomates de tangerina, que mostraram ser maiores em licopeno biodisponível em pesquisas anteriores, apresentaram menos tumores do que o grupo controle, mas a diferença não foi estatisticamente significante.

Atualmente, a Cooperstone está pesquisando compostos de tomate além do licopeno que podem conferir benefícios para a saúde.

Os cânceres de pele não melanoma são os mais comuns de todos os tipos de câncer, com mais novos casos – 5,4 milhões em 2012 – a cada ano do que os cânceres de mama, próstata, pulmão e cólon combinados, de acordo com a American Cancer Society.

Apesar de uma baixa taxa de mortalidade, esses cânceres são dispendiosos, desfigurantes, e suas taxas estão aumentando, de acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

“Métodos alternativos para a proteção sistêmica, possivelmente através de intervenções nutricionais para modular o risco de doenças relacionadas à pele, poderiam proporcionar um benefício significativo”, afirmou Cooperstone.

“Os alimentos não são drogas, mas eles podem, ao longo da vida do consumo, alterar o desenvolvimento de certas doenças”, disse ela.

Fonte do relato:

Materiais fornecidos pela Ohio State University. Original escrito por Tracy Turner.

Cerveja Saudável: Conheça a nova cerveja probiótica

Os amantes da cerveja podem em breve ter uma bebida amigável para brindar, graças à criação de uma nova cerveja probiótica por uma equipe de pesquisadores da National University of Singapore (NUS). Esta nova cerveja incorpora a estirpe probiótica do Lactobacillus paracasei L26, que foi isolada pela primeira vez dos intestinos humanos e tem a capacidade de neutralizar toxinas e vírus, além de regular o sistema imunológico.

A idéia de produzir uma cerveja probiótica foi discutida pela primeira vez por Miss Chan Mei Zhi Alcine, uma estudante de quarto ano do Programa de Ciência e Tecnologia de Alimentos sob a NUS Faculty of Science, que consome bebidas probióticas com base em lácteos diariamente.

“Os benefícios para a saúde dos probióticos são bem conhecidos”. Enquanto boas bactérias são freqüentemente presentes em alimentos que foram fermentados, atualmente não há cervejas no mercado que contenham probióticos. Hop ajuda a prevenir o crescimento e sobrevivência de probióticos. “Como um crente de conseguir uma dieta saudável através do consumo de probióticos, esta é uma escolha natural para mim quando peguei um tópico para o meu projeto de final de ano”, disse Miss Chan, que será graduada com um Bacharel em Ciências Aplicadas com Honras (Distinção mais alta) da NUS em julho de 2017.

Infundindo cerveja com benefícios para a saúde

Estudos demonstraram que o consumo de alimentos e bebidas com contagens ao vivo de probióticos são mais eficazes para produzir efeitos sobre a saúde do que comer aqueles com probióticos inativos. Atualmente, a recomendação da Associação Científica Internacional para Probióticos e Prebióticos é ter um mínimo de 1 bilhão de probióticos por dose, a fim de atingir os benefícios máximos para a saúde.

Sob a supervisão do professor associado Liu Shao Quan, do programa NUS de Ciência e Tecnologia de Alimentos, a Srta. Chan levou cerca de nove meses para encontrar uma receita ideal que atinge a contagem ideal de probióticos vivos na cerveja.

Ao propagar o probiótico e levedura em culturas puras, e modificar os processos convencionais de fabricação e fermentação, a Srta. Chan conseguiu aumentar e manter as contagens vivas de tensão de probiótico. “Para esta cerveja, usamos uma bactéria de ácido lático como um microrganismo probiótico. Ele usará açúcares presentes no útero para produzir ácido láctico com sabor ácido, resultando em uma cerveja com sabores afiados e azuis. Cerca de um mês para preparar, Tem um teor alcoólico de cerca de 3,5 por cento “, explicou a Srta. Chan. A equipe de pesquisa NUS arquivou uma patente para proteger o brew para preparar a cerveja probiótica azida.

Assoc Prof Liu disse: “Os benefícios gerais para a saúde associados ao consumo de alimentos e bebidas com estirpes probióticas têm uma demanda dramaticamente impulsionada”. Nos últimos anos, o consumo de alimentos especiais ganhou popularidade. Essas duas tendências. Estou confiante de que a cerveja probiótica sensível ao intestino será bem recebida por bebedores de cerveja, já que eles agora aproveitam suas cervejas e são saudáveis. ”

Olhando para frente, o Assoc Prof Liu e a Miss Chan estão interessados ​​em colaborar com os parceiros da indústria para apresentar a cerveja aos consumidores.

Fonte do relato:

Materiais fornecidos pela Universidade Nacional de Singapura.