Pediatras começam a fechar o cerco a suco de frutas para bebês

Há algum tempo que pediatras sabem que o suco de frutas não é bom para as crianças. O processo de extração do suco concentra muito açúcar em uma pequena quantidade da bebida, elimina uma grande quantidade de fibras saudáveis da fruta, deixando uma substância que pode contribuir para a cárie dentária.

É por isso que “a Academia Americana de Pediatria aconselhava os pais a evitar 100% de suco de fruta para bebês menores de 6 meses”, escreveu Catherine Saint Louis no New York Times. Mas, o grupo “endureceu sua posição contra os sucos, recomendando agora que a bebida seja banida inteiramente da dieta de um bebê durante seu primeiro ano”.

Esta postura mais dura é uma resposta ao fato de que o suco de fruta ganhou uma reputação muito saudável e “natural”, e muitas pessoas não entendem como ele, de fato, é nutricionalmente inútil. Fiquei surpreso em descobrir que, “em termos de açúcar e calorias, os sucos comerciais são semelhantes aos refrigerantes. Por exemplo, 119mL de refrigerante de limão pode conter 12,6 gramas de açúcar e 46 calorias, um pouco menos do que o suco de maçã”.

Este é apenas um útil lembrete de como a nutrição pode não ser tão simples, ou como facilmente podemos ser enganados por campanhas de marketing e por várias heurísticas* que usamos para fazer julgamentos rápidos sobre o que é ou não saudável. “O suco de frutas se origina de frutas, e as frutas são saudáveis, então por que não dar a meu filho?” O raciocínio faz um certo sentido. Mas, como várias outras crenças sobre a nutrição, ele está errado.

* N.daT.: Heurísticas são processos cognitivos, conscientes ou não, que ignoram parte da informação, para se tomar decisões rápidas ou mais facilmente.

Tradução: Essential Nutrition 

Suplementação para baixar os níveis de açúcar no sangue

Os suplementos dietéticos tomados com a finalidade de diminuir o nível de açúcar no sangue podem ser populares – afinal, mais de 9% da população americana (29,1 milhões de pessoas) é diagnosticada com diabetes tipo 2, mas falta investigação sobre sua segurança e eficácia.

Suplementos comuns e exóticos, incluindo canela, cromo, aminoácidos, ervas e extratos de plantas, muitas vezes são promovidos para reduzir a hiperglicemia (alto nível de açúcar no sangue) e estabilizar o açúcar no sangue “naturalmente”. Eles podem ser levados sozinhos, misturados juntos na esperança de serem mais pronunciados Resultados ou utilizados em combinação com outros medicamentos orais ou injetáveis, como Metformina ou insulina.

Embora existam provas de que determinados suplementos dietéticos podem diminuir o açúcar no sangue, muitos deles apresentam perigos potenciais. Além do risco óbvio de hipoglicemia, outras considerações incluem interações com medicamentos, problemas de fígado e problemas gastrointestinais. Além de pesquisas geralmente não conclusivas sobre a segurança de suplementos dietéticos para pessoas com diabetes, as potenciais interações entre suplementos dietéticos e medicamentos para diabetes não foram bem estudadas.

Embora o cromo tenha sido estudado no tratamento da hiperglicemia, grande parte da pesquisa sobre esse traço mineral é inconclusiva ou conflitante. Há algumas evidências de que tomar este mineral na forma de picolinato de cromo pode diminuir a glicemia, insulina e hemoglobina glicosilada (HbA1c) em jejum e aumentar a sensibilidade à insulina em pessoas com diabetes tipo 2. No entanto, devem ser tomadas precauções por aqueles com problemas hepáticos, sistemas imunológicos enfraquecidos (como receptores de transplantes de órgãos), depressão, doença de Parkinson, doenças cardiovasculares e pacientes que estão tomando medicamentos que reduzem o nível de açúcar no sangue. O cromo pode causar toxicidade se tomado cronicamente ou em excesso, o que também pode ocorrer se for tomado em combinação com outros suplementos dietéticos que contenham cromo.

O ácido alfa-lipóico é um composto que o banco de dados de Medicamentos Naturais lista como “possivelmente efetivo” na melhora da sensibilidade à insulina e nos níveis de glicemia no jejum em pessoas com diabetes tipo 2. Além disso, algumas pesquisas mostraram que o ácido alfa-lipóico pode melhorar os níveis de açúcar no sangue entre indivíduos com diabetes tipo 2, mas evidências permanecem conflitantes e são necessários estudos de melhor qualidade para fornecer recomendações mais definitivas. Note-se que os suplementos dietéticos, como o ácido alfalipóico e o cromo, podem causar distúrbios gastrointestinais.

A canela é outro suplemento comum usado para diminuir o açúcar no sangue, embora os pesquisadores tenham encontrado riscos entre pessoas com diabetes. Além disso, nenhum benefício claro foi encontrado. Por exemplo, uma revisão sistemática de 10 estudos randomizados controlados em 2012 não apoiou o uso de canela para diabetes tipo 2. Em algumas pessoas, suplementar com canela pode até piorar a doença do fígado e interagir com medicações para diminuir o sangue.

Não há evidências claras de benefícios da suplementação em pessoas com diabetes tipo 2 que não possuem deficiências subjacentes. A suplementação com antioxidantes, vitaminas e minerais ou outros suplementos dietéticos para reduzir o açúcar no sangue não é aconselhável devido à falta de evidência de eficácia e preocupação relacionada à segurança a longo prazo.

A suplementação para diminuir o açúcar no sangue não deve substituir as intervenções dietéticas, de estilo de vida ou médicas. Trabalhar com um nutricionista nutricionista registrado para criar um plano de nutrição individualizado para o açúcar no sangue equilibrado é útil, além de alcançar ou manter um peso saudável, trabalhando com um médico sobre as necessidades de medicamentos e desenvolvendo uma rotina de atividade física.

Fonte: Food & Nutrition

Você conhece os aditivos alimentares?

Poucos ingredientes causam tanta confusão, ou consternação, como aditivos alimentares. Para alguns, podem ser os nomes químicos longos encontrados nos rótulos, a incerteza de como o uso de aditivos está regulamentado ou o ceticismo em testes e processos de supervisão. Em outros casos, pode ser uma informação errada perpetuada por um público bem intencionado ou, na pior das hipóteses, pseudo-peritos e ajudantes de cliques, cujo sucesso depende de gerar hype e suspeita.

Definição

Um aditivo alimentar é uma substância natural ou sintética (“artificial”) que é adicionada ou em contato com um alimento durante a produção ou processamento. Existem aditivos diretos – ingredientes que ajudam a preservar o sabor, melhorar a nutrição, prolongar a vida útil ou melhorar o gosto, a textura ou a aparência – e os aditivos indiretos – geralmente traçam quantidades de resíduos da embalagem, armazenamento ou manuseio.

Funções básicas

Os aditivos alimentares diretos podem servir para funções únicas ou múltiplas, incluindo conservantes utilizados para prevenir a deterioração; Emulsionantes e estabilizadores que ajudam a separar os ingredientes misturados; Agentes antiaglutinantes que reduzem a formação de grumos em alimentos granulados; Os humectantes que ajudam os alimentos a ficarem úmidos; Espessantes que melhoram a textura de certos alimentos; E aditivos de cor utilizados para o apelo visual. Os aditivos alimentares também incluem vitaminas e minerais adicionados para substituir os perdidos no processamento (chamado “enriquecimento”) ou que podem não estar presentes no alimento, mas faltam na maioria das dietas (chamado “fortificação”).

Nomes químicos

Os nomes assustadores são um fator freqüentemente mencionado em conversas anti-aditivas, muitas vezes associado à sugestão de que quanto mais longo o nome, menos ingrediente “seguro” – ou que usando nomes químicos serve para obscurecer a transparência. Na verdade, a nomenclatura química é projetada para evitar a ambiguidade. Quando um ingrediente não tem um nome comum, como “açúcar”, um nome químico pode ser usado – mas isso não significa que o ingrediente seja menos seguro.

Marcação

Em regra, os rótulos dos alimentos devem listar os nomes comuns dos ingredientes. No entanto, nem todos os aditivos têm alias sucintas – por exemplo, enquanto as formas sintéticas de vitamina B9 podem ser listadas em um rótulo de alimentos como “ácido fólico”, um aditivo sintético de vitamina B1 pode aparecer como “mononitrato de tiamina”. Além disso, certos aditivos, Nomeadamente os conservantes, exigem que a sua função específica apareça após o seu nome, como “ácido sórbico (para manter o frescor)”. Além disso, quando um ingrediente em si contém dois ou mais sub ingredientes, o rótulo dos alimentos deve refletir esses sub ingredientes. Por outro lado, alguns ingredientes aditivos podem ser listados coletivamente sem especificações adicionais (pense “sabores artificiais”), desde que sejam utilizados em quantidades e propósitos para os quais são aprovados, ajudando os fabricantes a proteger os segredos comerciais.

Supervisão

A Lei Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos, aprovada pela primeira vez em 1938, confere autoridade à Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos para supervisionar os ingredientes dos produtos alimentares e como eles devem estar listados nos rótulos dos alimentos. À medida que a tecnologia dos alimentos evoluiu e novos aditivos foram desenvolvidos, o Congresso aprovou uma emenda que exige aprovação pré-comercial de todos os novos aditivos, ou Determinação de Segurança de Aditivos Alimentares. Excluídos deste requisito, as substâncias aprovadas que já estavam em uso (chamadas Substâncias previamente sancionadas) e as que foram designadas por especialistas da comunidade científica como Geralmente Reconhecidas como Seguras (GRAS). Embora tecnicamente, as substâncias GRAS devem cumprir os mesmos padrões de segurança que os aditivos alimentares aprovados, ao longo das décadas, o processo GRAS evoluiu para um programa de notificação voluntária. Então, se uma empresa quiser usar uma nova substância em seus alimentos, pode enviá-la à FDA para aprovação pré-comercial como aditivo ou, com revisão de especialistas científicos, determine que é GRAS. A empresa pode então avançar com o uso da substância em seus produtos, e pode (mas não é obrigatório) notificar o FDA da nova substância GRAS. Como resultado, embora a FDA mantenha um registro de mais de 10.000 aditivos alimentares – dos quais aproximadamente metade são aditivos diretos e mais de 600 estão na lista GRAS – há um número indeterminado (um estudo relatou aproximadamente 1.000) de substâncias GRAS sobre Que a FDA pode não ter sido notificada.

Em 2010, um relatório do Escritório de Responsabilidade do Governo dos EUA concluiu que é necessária uma maior supervisão para ajudar a garantir a segurança de todas as novas determinações GRAS, citando lacunas na informação sobre substâncias atualmente no fornecimento de alimentos e enfrentando desafios às substâncias GRAS existentes. Um relatório do 2013 Pew Charitable Trusts fez eco dessas descobertas, acrescentando críticas sobre os conflitos de interesse decorrentes de conclusões desenvolvidas por funcionários e consultores da empresa e ambigüidade legislativa em torno da capacidade real da FDA para impor conformidade. A FDA respondeu através da emissão de uma regra final em agosto de 2016, projetada para demonstrar padrões GRAS mais rigorosos – ou seja, critérios clarificadores e documentação.

De todas as conclusões da GRAS, incentivando fortemente as empresas a trabalharem com a FDA ao considerar novas substâncias. Pensamento final “Inúmeros estudos e horas de avaliação científica vão ao processo de revisão da segurança de substância alimentar”, diz Hilary Thesmar, PHD, RD, Instituto de Marketing de Alimentos Food Food and Product Safety Officer. “No entanto, os profissionais com preocupações sobre um aditivo devem usar o processo de análise baseado em evidências para avaliar a literatura em revistas com pontuação e realizar suas próprias análises de risco”.

O Carvão Ativado é seguro de usar para desintoxicação?

Desenvolvido para uso médico e geralmente prescrito para tratar intoxicação, o carvão ativado é ingerido para absorver substâncias nocivas no trato GI e impedir o corpo de absorvê-los. Embora seja eficaz no tratamento de intoxicações agudas, não se destina a ser usado como um suplemento de rotina para vincular “toxinas” indesejadas no corpo.

Não há evidências concretas para apoiar o uso de carvão ativado para reduzir o colesterol, diminuir a flatulência, remediar ressacas ou ajudar o corpo “desintoxicação”. Pode ligar nutrientes no trato digestivo, prevenir a absorção de medicamentos prescritos, levar à constipação e não é aconselhável para o consumo sem instrução de um médico.

Fonte: https://foodandnutrition.org/september-october-2015/activated-charcoal-safe-use-detoxification/

Cinco alimentos-medicamentos

Alguns dos medicamentos mais poderosos do planeta estão disfarçados como alimentos e especiarias. Enquanto não podem ser patenteados – os ensaios clínicos humanos de vários bilhões de dólares raramente são financiados para prová-los eficazes – eles são usados desde tempos imemoriais tanto para nutrir nossos corpos quanto para prevenir e tratar doenças. Tão valiosos eram nos tempos antigos que valiam a peso de ouro, e civilizações inteiras ou se elevaram a um grande poder ou colapsaram como resultado de sua relação com eles.

O que é ainda mais surpreendente é que muitos deles são encontrados crescendo em nossos quintais, e muitas vezes negligenciados em nossos refrigeradores e prateleiras de especiarias ou não apreciados. Na verdade, muitos de nós os usamos diariamente, inconscientes de que é por isso que não ficamos doentes tão frequentemente quanto aqueles que não os incorporam à sua dieta. Vejamos alguns exemplos…

1) Alho – com a crescente prevalência de bactérias resistentes a múltiplos fármacos, as especiarias recuperaram seu reinado, uma vez universal, para combater infecções de amplo espectro, por vezes, salvando vidas. O alho, de fato, tem várias centenas de propriedades terapêuticas confirmadas por um crescente corpo de pesquisas científicas, que você pode encontrar em GreenMedInfo.com.(i) No ano passado, um artigo revisado por pares foi publicado em uma revista científica mostrando que o alho era capaz de inibir uma ampla gama de múltiplas linhagens de tuberculose resistentes a medicamentos.(ii) Os autores concluíram: “O uso de alho contra a tuberculose multirresistente (TB-MDR) pode ser de grande importância para a saúde pública”. As propriedades anti-infecciosas do alho não terminam com a TB-MDR, uma vez que demonstrou inibir também os seguintes agentes patogênicos:

Ameba Entamoeba histolytica (parasita)

Cólera

Clostridium

Citomegalovírus

Dermatofitoses (um tipo de infecção fúngica tópica)

Haemophilus influenzae

Helicobacter pylori

Herpes simples tipo 1 

Herpes simples tipo 2 

Klebsiella

Staphylococcus a. resistente à meticilina (MRSA)

Vírus parainfluenza

Infecção periodontal

Infecções pneumocócicas

Pseudomonas aeruginosa

Streptococcus mutans

Infecções por Streptococcus: Grupo A

Infecções por Streptococcus: Grupo B

Streptococcus pyrogenes

Tordo (infecção por fungos orais)

2) Mel – As abelhas produzem uma ampla gama de substâncias terapêuticas além do mel, p. ex., própolis, geleia real, cera, pólen, etc., mas o mel é o mais conhecido e o mais consumido de todos. Mas você sabia que este doce é um dos agentes de cura mais poderosos da natureza? Segue apenas um punhado de alguns dos seus benefícios e/ou aplicações para a saúde, conforme a ciência:

Toxicidade gastrointestinal induzida pela aspirina (o mel cobre os revestimentos delicados do estômago, prevenindo lesões induzidas pela aspirina e sangramento)

Infecções bacterianas

Queimaduras

Cândida– infecção (apesar do fato de que o mel contenha açúcar, demonstra propriedades antifúngicas)

Conjuntivite

Placa dentária (um estudo recente mostrou que o mel tipo Manuka é uma alternativa viável para o enxague bucal químico na dissolução da placa dental) [iii]

Dermatite

Úlcera diabética

Úlceras relacionadas à herpes

Staphylococcus a. resistente à meticilina – MRSA (especialmente para o mel Manuka)

 

Há muitos outros usos para o mel do que os citados aqui.

3) Maçãs – uma maçã por dia, de fato, mantém o médico afastado, e parece que, em particular, os especialistas em câncer. Por exemplo, um dos benefícios mais bem estabelecidos para a saúde de consumir maçãs é reduzir o risco de câncer colorretal. Quanto mais maçãs você consumir, menor será a chance de desenvolver a doença potencialmente fatal. Para ver os 5 estudos que referenciam esta associação, acesse a página de pesquisa sobre a maçã em GreenmedInfo.com onde você também encontrará outros 50 benefícios para a saúde da maçã ou seus subprodutos (p. ex., vinagre de maçã) que incluem:

Redução da taxa de envelhecimento

Alergia

Alopecia (perda de cabelo) 

Diarreia

Resistência à Insulina 

Câncer do fígado

Doença induzida por radiação 

Infecção por estafilococo 

 

4) Luz solar – este pode surpreender alguns de vocês, mas a luz solar possui energia e informação com valor metabólico e, portanto, é uma fonte de energia utilizável para o corpo – assim, em um sentido muito real, pode ser considerado uma forma de alimento que consumimos através da nossa pele por meio de “painéis solares” baseados em melanina. Não só a exposição adequada à luz solar resulta na produção de vitamina D, uma substância semelhante a um hormônio que regula mais de 2.000 genes no corpo humano – e, como resultado, previne ou melhora centenas de condições de saúde associadas à sua deficiência –, como também possui um conjunto único de benefícios para a saúde. Um dos estudos mais interessantes realizados sobre a exposição solar, com base em dados coletados de mais de 100 países e publicado no início deste ano na revista Anticancer Research, mostrou que houve “uma forte correlação inversa com UVB solar para 15 tipos de câncer”, com uma correlação mais fraca, embora ainda significativa, para outros 9 tipos de câncer. Aqui estão alguns benefícios adicionais da exposição à luz solar: Doença de Alzheimer

Depressão 

Deficiência de dopamina

Dermatite

Influenza

Esclerose múltipla 

Psoriasis 

5) Açafrão – possivelmente a erva mais importante do mundo. Nomeado “Kanchani”, ou literalmente “Deus de Ouro”, na antiga tradição de cura indiana, suas propriedades curativas foram profundamente apreciadas, se não reverenciadas por inúmeros séculos. O açafrão (e seu polifenol mais importante, a cúrcuma) foi cientificamente documentado para ter mais de 500 aplicações na prevenção e tratamento de doenças. Também foi demonstrado que modula mais de 150 vias biológicas e genéticas/epigenéticas distintas, demonstrando uma complexidade, bem como a gentileza de que nenhuma droga no planeta já demonstrou possuir. Como existem muitas condições de saúde que o açafrão pode beneficiar, estamos listando somente as top 10, conforme a quantidade de evidências (número de estudos) e a qualidade da evidência. Além disso, o número entre parênteses denota o número de estudos no banco de dados da GreenMedInfo que demonstram a associação benéfica.

Estresse oxidativo (160)

Inflamação (51)

Dano do DNA (48)

Peroxidação lipídica (34)

Câncer colorretal (24)

Câncer de mama (60)

Câncer de cólon (52)

Dano hepático induzido quimicamente (34)

Doença de Alzheimer (34)

Tumores (23)

Traduzido por Essential Nutrition

Artigo na íntegra e referências em thesleuthjournal.com/5-food-medicine-quite-possibly-save-life/

Louco por doces? Seu fígado pode ser o culpado

Você é uma pessoa muito gulosa e não pode ficar sem comer doces? A culpa disso pode ser de variações de um gene que se ativa no seu fígado.

Segundo o estudo conduzido pelo Novo Nordisk Foundation Center for Basic Metabolic Research, entidade sediada na Universidade de Copenhague, na Dinamarca, “um hormônio chamado FGF21 que é secretado pelo fígado depois de comer doces pode determinar” quem é mais viciado nesses alimentos açucarados.

De acordo com a pesquisa, divulgada na revista científica “Cell Metabolism”, quem possui certas variantes ou mutações do gene FGF21 acaba tendo uma chance maior de ser um grande consumidor de doces, como balas, chocolates e sorvetes, em relação a outras pessoas e tendo uma maior dificuldade de resistir à tentação de comer esses alimentos.

Neste estudo, descobriu-se que o gene FGF21 tem um papel importante na regulação da quantidade de doces que uma pessoa tende a comer, ou seja, de um certo modo, ele tem responsabilidade no “controle da gula por doces” de cada um. Os pesquisadores estudaram o DNA e os hábitos alimentares de 6,5 mil dinamarqueses que foram distribuídos em uma “escala de gula” em base na quantidade de doces que consumiam em média.

Os estudiosos também fizeram um teste clínico com uma pequena amostra destes voluntários para realizar a pesquisa. Nele, foi dada uma bebida muito adocicada (com a quantidade de açúcar de duas latas de Coca-Cola) a 51 pessoas, que haviam dito anteriormente que amavam muito ou odiavam comer doces.

Com isso, os pesquisadores fizeram uma medição dos níveis do FGF21 no sangue das pessoas, que estavam em um jejum de 12 horas, logo antes delas beberam o líquido e outras até cinco horas após a ingestão da bebida.

A partir das medições chegou-se a conclusão de que as pessoas que não gostavam muito de doces tinham uma quantidade 50% maior do hormônio que os outros participantes. No entanto, depois que elas consumiram a bebida açucarada, os níveis do FGF21 no sangue seguiram a mesma trajetória que o das outras pessoas até eles ficarem semelhantes.

Sendo assim, a conclusão do estudo apontou que quem tem as variações no gene, que foram representadas no teste pelas pessoas com os níveis menores de FGF21 no sangue em jejum, tem uma probabilidade de estar no topo dos consumidores de doces 20% maior em relação aos outros participantes.

Fonte: HuffPost Brasil

Você não precisa de uma dieta perfeita se consome alimentos ‘saudáveis’

Quando as pessoas tomam conhecimento que sou dietista, acredito que a maioria pensa que passo minha vida me obrigando a dietas de frutas e legumes e olhando torto para qualquer pessoa que ouse comer uma barra de chocolate em minha presença. Devem pensar que sou uma guerreira da Dieta Saudável, inimiga dos nachos industrializados e cachorros-quentes dos jogos de beisebol e uma completa desmancha-prazeres quando se trata de comida.

Tipo, a pior convidada para uma festa quando cada um leva seu prato.

DE JEITO NENHUM GENTE! ACORDEM! Adoro os nachos em plástico industrializados, assim como qualquer pessoa! Também não consigo viver sem bolo de coco, barras de Kit-Kat e o ocasional último saquinho de salgadinhos sujo, carne curada (aquele que você compra na farmácia, não o sofisticado).

Mas OK, concordo — porque healthy-ish (termo em inglês que significa “mais ou menos saudável”) é o que vivo e ensino. Estou muito contente que alguém tenha finalmente cunhado um termo real para quem é, na maior parte do tempo, saudável. Oba!

Depois de anos e anos de prática, aprendi algo muito importante: que a maioria das pessoas (eu inclusive) responde muito bem à leniência e permissividade na dieta. Claro que sempre haverá aqueles alienígenas que querem ser chamados a atenção aos gritos e ser restringidos como em um campo de treinamento, mas esta não é exatamente a maneira com a qual trabalho — pessoalmente ou profissionalmente. Você tem de dar às pessoas um pouco de folga, porque a dieta é muito emocional, muito pessoal, e são poucas as pessoas que querem abrir mão dos biscoitos, vinho, ovos com bacon ou qualquer outra coisa, para sempre. Eu com certeza não abriria mão. As pessoas, em geral, querem manter algum de seus vícios, mesmo que estejam interessadas em levar uma vida saudável. E, na hora certa, surge o “mais ou menos saudável”!

Comida e culpa não devem estar na mesma mesa, nunca.

O “mais ou menos saudável” ocupa a posição 7 ou 8 em uma escala de 10 em termos de alimentação saudável. Não é comer cereal Froot Loops no café da manhã todos os dias (número 1 na escala) e não é comer granola com couve e eliminar o açúcar pelo resto da vida (nem sequer considero isso saudável, e sim uma loucura). Tem a ver com o meio-termo, metade batatas fritas, metade salada, um nível um pouco melhor de alimentação do que a média, que reconhece que você vai comer uma fatia de bolo de vez em quando, e tudo bem. Haverá dias insanos quando você não comerá nada de verduras, e tudo bem também. O “mais ou menos saudável” é uma média, onde aquela média inclina favoravelmente para o lado saudável, mas não é obsessivo.

Aqui estão dicas que acredito sejam a melhor forma para um dieta “mais ou menos saudável”:

Pare de se sentir culpado com a comida.

Tente entender que uma dieta saudável não é aquela completamente “limpa” e sem indulgência. E por indulgência não quero dizer pudim de abacate com chocolate. Quero dizer um pudim real e incrível de chocolate ou qualquer outra indulgência que você adore. Comida e culpa não devem estar na mesma mesa, nunca. Elas não se dão bem, e nunca jogam bem juntas. A culpa alimentar o afastará da felicidade de ser “mais ou menos saudável” e derrotar a proposta.

Não saudável: Comer uma fatia de bolo e ficar obcecado sobre o quanto fará você engordar.

Mais ou menos saudável: Comer a mesma fatia de bolo e entender que, se você encaixar um pedaço de bolo em uma dieta predominantemente saudável, não irá afetar em nada seu peso ou arruinar sua vida.

Seja consciente

Ser um “pouco saudável” é comer o que você quiser, mas não comer apenas porque está lá ou usar o termo como desculpa para consistentemente exagerar nas comidas que fazem mal à saúde. Vê a diferença?

Não saudável: Margaritas e nachos por oito horas, todos os dias, durante as férias de uma semana.

Mais ou menos saudável: Uma ou duas margaritas e algumas batatinhas em semanas alternadas, enquanto você estiver jantando com amigos.

Entenda que, na média, em geral sua dieta deve consistir de escolhas saudáveis.

Apenas porque há uma pequena permissão para comer alimentos menos saudáveis não significa que sua dieta deva ser prejudicada. Ainda espero que você coma muita verdura e legumes e faça escolhas nutricionais inteligentes na maior parte do tempo. O “mais ou menos saudável” funciona porque você nunca é restringido de fato, mas precisa fazer sua parte na barganha: ter uma dieta predominantemente saudável. O “mais ou menos saudável” não gosta de abusos.

Não saudável: Tomar café da manhã todos os dias no McDonald’s.

Mais ou menos saudável: Comer cereais matinais… OK, mau exemplo. Comer ovos com bacon aos domingos, porque é seu ritual e você quer mantê-lo. Além disso, seu café da manhã foi saudável a semana inteira.

Fonte: HuffPost Brasil

Alimento cerebral: quatro razões para comer chocolate

– Os flavanóis no cacau podem ajudar a sua pele a lutar contra os efeitos nocivos dos raios UV do sol. Isso pode explicar o aumento do uso de manteiga de cacau em muitas loções para o corpo até tarde. Um estudo no Journal of Nutrition argumenta que as mulheres que consumiram pó de cacau de alto flavanol estavam melhor protegidas dos raios do sol e que exibiam aumento da densidade da pele e melhores níveis de hidratação.

– A teobromina, o ingrediente ativo do cacau, é semelhante à cafeína, mas muito menos viciante e não afeta o sistema nervoso. Na verdade, comer chocolate faz com que seu cérebro libere neurotransmissores de boa sensação, como endorfina e dopamina, o que explica por que o chocolate pode ser um intensificador de humor. Os flavanóis no chocolate também ajudam a acalmar o cérebro em situações estressantes.

– Um estudo realizado em 2011 para jornal on-line Nutrition & Diabetes mostrou que os participantes que comeram chocolate escuro antes de uma grande refeição consumiram menos calorias do que aqueles que comeram chocolate com leite. De acordo com o tomuroscientistWill Clower, derretendo um pequeno quadrado de chocolate escuro na língua 20 minutos antes de uma refeição desencadeia os hormônios no cérebro que sinalizam saciedade. Isso reduz a quantidade de comida que você consome.

– O seu cérebro também se beneficia com o chocolate. Um estudo publicado na revista Appetite descobriu que o consumo de chocolate estava associado ao melhor desempenho cognitivo, independentemente de outros hábitos alimentares. Os pesquisadores disseram que a ingestão regular de chocolate poderia ajudar a “proteger contra o declínio cognitivo normal relacionado com a idade”.

Benefícios do Ghee: 11 Razões Saudáveis Para Usar Manteiga Clarificada

Parece manteiga, é feito com manteiga, meio que cheira a manteiga, mas será que o ghee é saudável mesmo?

O ghee, mais conhecido como manteiga clarificada, é uma fonte de gordura tradicionalmente usada na culinária indiana. Você não vê potes de Ghee nas prateleiras dos supermercados, mas pode facilmente fazê-lo em casa. Ao fazer a sua própria manteiga (ou usando um pedaço de manteiga sem sal), você prepara o ghee derretendo a manteiga em fogo médio até ferver.

“Enquanto a maioria das manteigas clarificadas são preparadas através da remoção de sólidos do leite nas etapas iniciais, o ghee se diferencia por continuar a ferver com os sólidos do leite para dar ao produto final um sabor distinto”, diz a nutricionista Raman Khatar do Food for Thought, em Vancouver.

Durante este processo de fusão, os sólidos do leite encontrados na manteiga começam a separar, o que resulta em uma panela contendo um líquido dourado transparente que ao esfriar se transforma em ghee. Khatar acrescenta que você pode coar os sólidos e armazenar o seu ghee em um frasco de vidro hermeticamente fechado.

Mas será que é realmente bom para você? “Isso lembra um pouco o argumento margarina vs. manteiga”, diz Khatar. “O Ghee é feito a partir de uma fonte natural (manteiga) e por causa da forma como é preparado, o teor de lactose e proteína do leite é quase zero ou mínimo, o que o faz ser mais tolerado por pessoas com sensibilidade a lácteos.”

No entanto, os leitores devem ter em mente que o ghee ainda tem um alto teor de gordura saturada, apesar de alguns estudos terem conectado o ghee a baixos níveis de colesterol. Tradicionalmente, diz Khatar, que o ghee também foi utilizado como um remédio caseiro natural indicado para tratar de queimaduras, inchaço e dor, além de ser um ingrediente na cozinha.

Khatar acrescenta que você também encontra artigos elogiando o ghee, como uma manteiga que faz com que você perca peso milagrosamente, mas quem está tentando perder peso deve ter cautela com todas as calorias consumidas de uma fonte de gordura.

Mas, em grande parte, substituir suas manteigas gordurosas e o óleo pelo ghee pode ser uma boa ideia. Aqui estão 11 razões para você considerar o uso desta manteiga.

Você Pode Fritar Alimentos
Ghee tem um alto ponto de fusão mais alto do que a manteiga normal, o azeite de oliva e o óleo de coco, tornando-se uma ótima opção para refogar ou fritar alimentos, diz a nutricionista Raman Khatar do Food For Thought em Vancouver.
Pode Fazer Bem ao Seu Sistema Digestivo
Khatar diz que o ghee também é rico em butirato, um ácido graxo saturado de cadeia curta, ligado a uma resposta imunológica que pode diminuir a inflamação e ajudar a melhorar o sistema digestivo.
Você Também Pode Usar Na Pele
Além de cozinhar com ele, Khatar diz que o ghee também pode diminuir a inflamação quando esfregado externamente sobre a pele. No reino da medicina natural, o ghee é usado para tratar queimaduras e inchaço na pele.
Tem um Sabor Excelente
Você não pode querer comer colheres e colheres de ghee por conta própria (lembre-se, ainda é manteiga), mas o seu sabor de noz dá para ser usado em alimentos como pipoca, arroz, legumes e pão.
Tem Longa Duração
Ao contrário de outras manteigas em sua casa, o ghee não precisa ser refrigerado. De fato, se ele for armazenado em um recipiente hermético, Khatar diz que o ghee pode durar até três meses.
Acredita-se que o Ghee Também Seja uma Manteiga Espiritual
Não só é usado para orações e iluminação das diyas (mini lâmpada de argila) na Índia, durante as festividades ou feriados, mas já que o ghee provém de uma vaca, um animal sagrado, o ghee é considerado de energias positivas na Índia. 
Você Não Pode Comer Derivados de Leite? Você Pode Comer o Ghee
“O Ghee é muito baixo em caseína – a principal proteína encontrada no leite – e tem quase zero ou o mínimo possível de lactose, o que faz com que seja bem tolerado por pessoas com intolerâncias à lactose”, diz Khatar.
Espalhe Essa Vitamina A
Ghee é rico em vitaminas lipossolúveis A, D, E e K, Khatar acrescenta. Uma colher de sopa de ghee pode fornecer cerca de 15 por cento das suas necessidades diárias de vitamina A.
Pode Combater o Câncer?
Khatar diz que o ghee tem um dos mais altos teores naturais de ácido linoleico conjugado (ALC) se preparado a partir de vacas alimentadas de capim. O ALC tem sido associado a estudos com animais para melhorar a resistência à insulina e, potencialmente, na luta contra o câncer. No entanto, ela acrescenta que uma pesquisa mais profunda deve ser feita para compreender a interação do ALC com os seres humanos.
Secura? Use o Ghee
As mulheres na Índia também têm tradicionalmente usado o ghee como um hidratante facial para a pele seca. “Ele também é usado em seu couro cabeludo para combater a pele seca e aumentar o crescimento de cabelo forte e grosso”, ela acrescenta.
Do Que É Feito?
O Ghee não contém água, sólidos do leite ou conservantes.
Fonte: HuffPost Brasil

O letal desprezo à vida saudável

Especialista reflete sobre o impacto de determinados hábitos na saúde dos brasileiros

A edição 2016 do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), recém-publicado pelo Ministério da Saúde, apresenta três dados positivos: aumentou o consumo regular de frutas e hortaliças, cresceu a prática de atividade física no lazer e caiu a ingestão de refrigerantes e sucos artificiais.

As boas notícias, infelizmente, param por aí. Embora sejam bem-vindos, esses avanços são incipientes, pois não foram acompanhados de melhoria dos índices de saúde dos brasileiros. Na verdade, houve piora dos fatores de risco para doenças cardiovasculares entre 2006 e 2016.

Os achados são preocupantes: o excesso de peso cresceu 26,3% em dez anos, passando de 42,6% para 53,8% da população; o número de pessoas com diabetesaltou 61,8%, variando de 5,5% para 8,9% dos cidadãos; existem 14,2% mais hipertensos, com índices subindo de 22,5% para 25,7%; e o consumo abusivo de álcool expandiu mais de 20%.

A triste conclusão que se tira dessas estatísticas é que é plenamente esperado que as doenças cardiovasculares continuem sendo a principal causa de morte no país, matando cerca de 350 mil brasileiros por ano. Muito embora o tratamento médico seja importante, é fundamental que adotemos medidas de prevenção para reverter o quadro. Por isso, devem ser multiplicadas as campanhas de esclarecimento e a disseminação de informações corretas sobre mudanças no estilo de vida.

Apesar de ser do conhecimento de muita gente, nunca é demais lembrar que precisamos evitar excessos de gordura, sal e açúcar na alimentação, abandonar o tabagismo e ingerir álcool com moderação. Quem está obeso ou acima do peso deve se esforçar para ficar de bem com a balança. Exercícios físicos, sempre com orientação, contribuem para prevenir e controlar o diabete e a hipertensão. Também temos de dominar o estresse, reservar um tempo para o convívio com a família e os amigos e não esquecer as boas noites de sono.

O conhecimento científico comprova que as atitudes listadas acima são as maiores armas na luta para a promoção de saúde e o combate à doença cardiovascular. Adotá-las, porém, é uma opção individual. Negligenciar essas recomendações pode representar um descuido fatal que encurtará sua vida e provocará dor e saudade nos entes queridos que aqui ficarem. Portanto, seja responsável, cuide-se e mude, se preciso, seus hábitos. Essa é a chave para uma vida longa, saudável e feliz.

*Dr. Ibraim Masciarelli Pinto é cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp)